Uma dentista de tirar o fôlego
Por Leandro Alves leandro_dic@hotmail.com
Ela está no bairro há bem pouco tempo, mas que já é suficiente para se tornar musa de notoriedade inquestionável para todos nós que apreciamos a beleza magnânima da mulher brasileira. Uma mulher que fulgura no cenário com o esplendor reluzente e intangível. É morena, cabelos longos e olhos castanhos. Seu humor é inteligente e agradável. Uma dentista de tirar o fôlego! A mulher que elegi para cuidar do sorriso que esboço ao mundo e, que, me brinda com encontros intrinsecamente ligados ao meu prazer e à minha emoção. Vou ao consultório odontológico como quem vai a São Paulo Fashion Week ou a alguma praia exótica. Cada dia é único, musical. Dia de vestir meus melhores trajes e me perfumar com uma fragrância sutil. De selecionar uma trilha sonora. Sim, no consultório temos música. Levo c’ds de canções de embalo suave e poesia impactante.
Lembro-me de que a conheci numa sorveteria próxima ao consultório e logo pedi para fazer um orçamento. Seu olhar me fisgou. Desde então nos encontramos uma vez por semana há quase um mês. Um tempo mais do que suficiente para eu me sentir tocado por seu estilo tão perfeito e envolvente. Superior a toda e qualquer tendência da moda e muito bem, original dentro da própria pele.
É exuberante. Sensual, inteligente, bem-humorada. Geralmente não usa jaleco e, nos dias de calor, costuma vestir uma calça branca e bem justa com uma blusa sem mangas e apertada realçando os seios duros com os bicos salientes, literalmente um tesão.
Fantasio sim, sexualmente. Fantasias incontáveis que fazem do meu imaginário um campo fértil e muito divertido. Eu me vejo em Floripa numa daquelas praias comendo camarão ou ostras, bebendo vinho tinto com os nossos corpos nus molhados de suor e desejo. Queimando no fogo daquele corpo angelical, acariciando-o, possuindo-o. Dizendo aos seus ouvidos segredos de liquidificador e matando a sede na saliva, como diz o cazuza.
Por enquanto, a gente apenas se toca. Se toca com os olhos, com comentários de sentido duplo, abraços que buscam um contato mais prolongado com o corpo e olhares que nos mobilizam. Ai daquele que, terminado o atendimento, estender a mão num sinal de despedida: o outro cobra mesmo. Os abraços e beijos já fazem parte do protocolo. Como diz o poeta: as muito feias que me perdoem, mas a beleza é fundamental.
Escrito por às 13h08
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]







Leia este blog no seu celular